quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Futebol

Estádio lotado, pessoas eufóricas, torcidas gritando querendo ver seu time campeão! Jogadores com sede de vitória, correndo atrás da bola, querendo fazer um gol!
Final do jogo, juiz apita indicando o time vencedor!
Arquibancadas tremendo, mostrando a emoção das pessoas com o resultado dado.
Na saída, torcedores saem como bois quando avistam a porteira aberta.
Alguns saem lamentando ou comemorando o resultado dado pelo juiz.
Alguns vão pra casa com suas famílias, outros, para os bares e outros para as ruas criar confusão.
Os ganhadores, em sua eufórica comemoração, se sentem os donos da rua. Fazendo bagunça e causando poluição sonora.
Os perdedores, vão para as ruas expressar a indignação de um resultado negativo, reclamar que o juiz é ladrão e que o jogador, um cagão.
O engraçado é que as pessoas brigam por algo que não faz tanta diferença na sociedade. A única diferença que traz, é na conta bancária de quem esteve no campo, correndo atrás da bola, e dos demais envolvidos no jogo (juiz, bandeirinha, treinador, patrocinador etc).
Reclamam chamando o juiz de ladrão, vão até às ruas brigar por causa disso, e não são capazes de o fazer quando acontece o mesmo com o dinheiro público. Esse que um dia esteve em sua conta bancária e que está sendo mal administrado.
Vejo valores sendo invertidos. Pessoas dando importância maior a algo não tão importante.

Poderiam imaginar um jogo diferente:
Os jogadores poderia ser o trabalhador. O bandeirinha, vereador. O juiz, o prefeito. E o torcedor, toda sociedade.
E então o jogo começa. O juiz apita o início de um novo jogo:
Os jogadores correm atrás da bola (trabalham), tentando fazer um gol (ganhar o salário).
O bandeirinha, que foi comprado, marca uma falta (errada) para o time azul. O juiz confirma a falta, deixando o time amarelo em desvantagem. E nesse ritmo prossegue o jogo. No final, saindo o time amarelo como perdedor e os demais ganhando algo por trás de tudo. Um jogo injusto e comprado.
Dessa forma, fazendo a torcida se indignar e irem às ruas reclamar. Esse final seria mais interessante, com a sociedade indo brigar por algo importante, por algo justo, por um bem comum...

Jessika de Sousa Macêdo.