sábado, 28 de junho de 2014

Quando tudo estava se acalmando,
Quando já não queria mais bagunça em meu coração,
Ela resolve aparecer.
No último segundo da respiração de um falso alívio ela apareceu.
Como quem não queria muita coisa, resolvi responder seu "Oi".
Mas foi só responder, pra toda confusão voltar.
Mas dessa vez foi aparecendo aos poucos, sem muita pressa, sem muita urgência.
Apareceu de um jeito que deu pra aproveitar cada momento até a hora da explosão.
Ela apareceu pra fazer uma bagunça também.
Mas uma bagunça que tem me feito bem!
Que tem me deixado contente!
Contente com sua presença!
Contente com sua permanência!
Contente com a bagunça!
Contente e contente!

Jessika de Sousa Macêdo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014



Como não ficar bem em sua companhia?
Como não soltar o mais bobo e sincero sorriso ao seu lado?
Como não ficar excitada ao sentir sua respiração forte?
Como negar que estou cada dia me apaixonando mais por você?
Cada beijo
Cada olhar
Cada toque
Cada momento
Cada dia gosto mais de sua companhia.
Cada dia gosto mais de soltar o mais bobo e sincero riso ao seu lado.
Cada dia gosto mais de te ver dormindo enquanto acaricio seus cabelos.
Cada dia gosto mais de ficar excitada sentindo sua respiração mais forte,
Sentindo seu corpo se arrepiando,
Sentindo você molhada,
Sentindo a urgência dos seus beijos mais fortes,
Sentindo a urgência de suas mãos em meu corpo.
Cada dia gosto mais e mais de você!
Cada noite te desejo mais e mais!

Jessika de Sousa Macêdo.

segunda-feira, 31 de março de 2014



Ontem tive um dia de porre.
Mas não um dia de porre qualquer.
Tive um dia de porre emocional.
Tomei todo tipo de sentimento com gelo e sem gelo.
Alguns desciam queimando enquanto outros sugava com o canudinho.
Sentimentos confusos, quentes, gelados, de todos os tipos.
Todos acompanhavam lembranças.
Que eram claras, turvas, doces e amargas
E dançavam sincronicamente com o sentimento.
Hoje acordei com uma baita dor de consciência.
Na verdade, queria ter acordado assim.
Com consciência, clareza do que fazer
Mas acordei foi com uma baita dor de cabeça mesmo!
Quem sabe no próximo porre consiga a consciência.
Quem sabe consiga entender o que se passa por dentro..


Jessika de Sousa Macêdo.

domingo, 2 de junho de 2013



Vivendo cada dia por vez,
Errando e acertando,
Tentando entender e até mesmo adivinhar
O resultado de cada ação.
E a vida em seu grande mistério,
Tem me deixado ansiosa,
Tem me deixado mais cautelosa.
Cada dia, algo novo.
Cada dia, um novo desafio.
Apesar das mesmas pessoas, dos mesmos lugares,
Sempre tem alguma coisa diferente.
Um sorriso, um toque, uma palavra, um olhar, um beijo.
E a vida em seu grande mistério,
Tem me deixado ansiosa,

Tem me deixado mais cautelosa.

Jessika de Sousa Macêdo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Na quietude das ruas
Posso escutar seu coração
Batendo acelerado e ritmado.
Observo a lua brilhante
E me encanto com você dormindo.
A noite está agradável e o céu claro,
Como a minha mente.
Que agora tem a certeza do que quer.
De quem quer.
Na quietude das ruas e na companhia
De meus pensamentos inquietos,
Sentindo o pulsar de seu corpo adormecido.
Corpo esse que o meu deseja
E que agora quer todas as noites.
Não apenas algumas noites,
Mas nas quentes e frias.
Ele a quer todos os dias e noites.

Jessika de Sousa Macêdo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Inspiração


Vai e vem como o tic-tac de um relógio de pêndulo.
Te deixando louca e extasiada
Como quando se está apaixonada.
Às vezes te tira o sono, às vezes faz você adormecer contente.
Pobres artistas, que são fascinados por essa sede doente.
Difícil quando ela se vai,
Quando sai sem lhe dar uma explicação!
Espetacular quando retorna
Te trazendo a paz, a quietação, talvez.
Pode ser que venha com fúria
Pode ser que venha com serenidade.
Inspiração.
Momento de bipolaridade.


Jessika de Sousa Macêdo.

sábado, 20 de outubro de 2012



Te procuro em meio a escuridão
De uma noite sem luar.
Guiado pela luz das estrelas
Tento encontrar o seu olhar.
Olhando para o céu e observando as nuvens
Vejo formas que se assemelham com as suas.
Formas bem desenhadas e perfeitamente esculpidas.
Nuvens que gostaria de navegar, de tocar.
Fecho os olhos e sinto as gotas de chuva
Que começam a cair em meu rosto.
Gotas escorrendo para a minha boca, sentindo
A doçura de teu beijo, a maciez de teus lábios, de tua pele.
Garota, onde estás agora?
Preciso do abraço e beijo teu.
Sentir o teu cheiro de pertinho
A tua pele encostando-se à minha.
Garota, não me diga adeus!
Quero ainda te sentir.
Quente e úmida. Fria e seca
Da maneira que estiver.
Sentir o teu cheiro de pertinho
Teu corpo rente ao meu
Sentir o gosto do teu beijo
A maciez de teus lábios
Garota, quero te sentir.

Jessika de Sousa Macêdo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Futebol

Estádio lotado, pessoas eufóricas, torcidas gritando querendo ver seu time campeão! Jogadores com sede de vitória, correndo atrás da bola, querendo fazer um gol!
Final do jogo, juiz apita indicando o time vencedor!
Arquibancadas tremendo, mostrando a emoção das pessoas com o resultado dado.
Na saída, torcedores saem como bois quando avistam a porteira aberta.
Alguns saem lamentando ou comemorando o resultado dado pelo juiz.
Alguns vão pra casa com suas famílias, outros, para os bares e outros para as ruas criar confusão.
Os ganhadores, em sua eufórica comemoração, se sentem os donos da rua. Fazendo bagunça e causando poluição sonora.
Os perdedores, vão para as ruas expressar a indignação de um resultado negativo, reclamar que o juiz é ladrão e que o jogador, um cagão.
O engraçado é que as pessoas brigam por algo que não faz tanta diferença na sociedade. A única diferença que traz, é na conta bancária de quem esteve no campo, correndo atrás da bola, e dos demais envolvidos no jogo (juiz, bandeirinha, treinador, patrocinador etc).
Reclamam chamando o juiz de ladrão, vão até às ruas brigar por causa disso, e não são capazes de o fazer quando acontece o mesmo com o dinheiro público. Esse que um dia esteve em sua conta bancária e que está sendo mal administrado.
Vejo valores sendo invertidos. Pessoas dando importância maior a algo não tão importante.

Poderiam imaginar um jogo diferente:
Os jogadores poderia ser o trabalhador. O bandeirinha, vereador. O juiz, o prefeito. E o torcedor, toda sociedade.
E então o jogo começa. O juiz apita o início de um novo jogo:
Os jogadores correm atrás da bola (trabalham), tentando fazer um gol (ganhar o salário).
O bandeirinha, que foi comprado, marca uma falta (errada) para o time azul. O juiz confirma a falta, deixando o time amarelo em desvantagem. E nesse ritmo prossegue o jogo. No final, saindo o time amarelo como perdedor e os demais ganhando algo por trás de tudo. Um jogo injusto e comprado.
Dessa forma, fazendo a torcida se indignar e irem às ruas reclamar. Esse final seria mais interessante, com a sociedade indo brigar por algo importante, por algo justo, por um bem comum...

Jessika de Sousa Macêdo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diferente.

Eu sempre fui a pessoa do grupo que não se encaixava muito bem. A maioria das minhas amizades eram do jeito que todo pai queria que fosse: responsáveis, educadas, estudiosas, sensatas, certinhas, que vão crescer na vida com muito empenho. Se eu dissesse alguma coisa meio fora do normal, já recebia olhares de estranhamento, uma admiração negativa. Tentei sempre me adaptar pelo menos ao mínimo. Aliás, creio que cada um tenha sua personalidade e se 'desandou' foi porque sempre foi assim, mas ainda não sabia. É como estar no sangue. Mas o que eu ganharia sendo diferente? Reprovação, exclusão talvez? Inconscientemente isso até aconteceu, essa adaptação forçada se tornou monótona demais. Mesmo me contendo, ainda assim tentaram me consertar, mas não havia o que arrumar, pois eu sou isso. Sou meus atos, minhas ideias, sou meu jeito, sou meus erros. Minha mente funciona diferente. Minhas ideias são opostas e sim, claro que posso mudar, mas valeria a perda da minha identidade por isso? Já ouvi muitas vezes que tenho potencial e que com minhas atitudes jogo isso fora, mas será mesmo? É claro que precisamos de esforço para chegar a algum lugar, mas sobrepor isso à sua felicidade é um erro. A vida é tão curta, pra que se colocar a mercê da sede de engrandecimento? Mas retomando, as pessoas ao redor percebiam que me sentia de certo modo deslocada, mas eu precisava me adaptar e elas tentavam fazer com que isso acontecesse e felizmente não deu certo. Até que, com o passar do tempo, achei algumas poucas pessoas parecidas comigo, com meu eu de verdade. E foi aí que percebi que não havia nada de errado e meti o foda-se. Foi aí que percebi que a opinião dos outros em relação a mim era irrelevante e que deixar transparecer quem você é, independente dos pensamentos alheios, era a melhor coisa a se fazer. O que pensam de mim é uma coisa e o que realmente sou, é outra. Ser assim não significa que sou ruim, que não estou me importando com nada e muito menos que não presto ou coisa similar. Tendem a misturar essas coisas e, se não conseguem discernir isso, não faço questão de ter por perto. Ainda querem me mudar. Acham que sabem o que é melhor pra mim e não me sinto mal, pois geralmente assim estão querendo meu bem e, se ainda querem mudança, é sinal de que estou fazendo a coisa certa. Sendo apenas eu. 


sexta-feira, 15 de junho de 2012

"Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?"

Que razão há nisso tudo?
Que coerência há no amor?
Será que só os loucos amam?
Ou será que o amor é louco?
Será que somos todos loucos por querer amar?
Será que o amor é uma utopia?
Ou será que nós é que somos a utopia?

Jessika de Sousa Macêdo.