Qual o sentido disso tudo aqui? Profundamente? Não enxergo sentido. Talvez ele esteja muito distante do alcance das minhas vistas. Olho, busco e não vejo, não encontro. Ou talvez por não saber, não conhecer não enxergo. Será que já passei por ele? Já olhei de soslaio? Às vezes parece que já o respirei. Como aquela umidade da maresia. Mas quando olho, não vejo. Isso que vejo nos dias não faz sentido algum. Prédios, caixotes com objetos dentro, computadores para resolver (o quê?), vidros com paisagem para olhar nas pausas do trabalho, apertos de mãos, abraços frouxos, agradabilidades, sorrisos amarelos.. estou agora angustiada. Sem um motivo real para isso. Estou preocupada por algo que preciso resolver amanhã que não é um problema real. Criado por essa estrutura maluca que concordamos viver e assim seguimos. Seguimos. Seguimos. Como um trem que perdeu o controle. Acho que, observando até aqui, não tem mesmo sentido. E me torturo querendo encontrar. Aceitar de vez essa estrutura? Não sei se quero. Parcialmente, talvez. Ao menos o que vem de verdade junto com ela. Dos prédios e caixote, os seres. Computadores, as dores e alegrias de alguens. Vidro com paisagens, as vidas. Apertos de mãos, uma história. Abraços frouxos, um coração. Agradabilidades, oportunidade de aprofundamento. Sorrisos amarelos, curiosidade.
Abstrair e brincar como esses gatos em cima de um telhado qualquer.
(passeando por escritas antigas)






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